Porque eu prefiro um netbook a um iPad
Apr 4th
Começou a ser vendido no último sábado nos Estados Unidos o tão esperado tablet da Apple: o iPad. E, como acontece com os últimos produtos lançados pela marca, criou-se o esperado hype de se ter acesso o quanto antes ao gadget. Filas nas portas das Apple Stores e muita expectativa depois, até dois brasileiros conseguiram estar entre os primeiros nerds a comprar o iPad na loja da Quinta Avenida, em NY.
Até aí, ok. Mas por que existe tanta vontade de ter o aparelho? Inovações existem. Uma delas, a tela “gigante” multi-touch de altíssima resolução. Com uma nitidez incomparável, segundo alguns. Outro atrativo são os mais de 100 mil aplicativos já disponíveis para compra, além das conhecidas funções já presentes no iPhone: contatos, e-mail, notas e iPod.
Mas aí começam os problemas: o primeiro deles é a ausência de flashplayer no navegador Safari. Isso já acontece no iPhone e limita a navegação em alguns sites. Apesar dessa ser uma tecnologia em superação, ainda está muito presente nos websites atuais, principalmente naqueles que apresentam conteúdo multimídia (vídeos, etc).
Outro problema está na limitação das funções para uso no Brasil. A App Store brasileira, como todos sabem, não vende tudo que está disponível na loja americana. Além disso, para leitura de e-books (uma inovação apresentada como atrativo), ainda não há obras em português e sem previsão de existência. Ou seja, leia livros em inglês ou… em papel mesmo.
Por essas razões ainda penso em comprar um netbook comum. Ter o poder de ver e editar textos, navegar sem problemas, usar saídas USB ainda é muito importante para mim. Sem falar no medo de carregar um tablet com uma tela imensa na mochila, podendo riscar/sujar/quebrar…, sem ter assistência técnica no Brasil. O bom e velho formato de “concha” dos netbooks ainda permite maior tranquilidade.
Muita coisa ainda precisa mudar para que o iPad seja um sonho, e um sonho possível. Além, é claro, a realidade do meu bolso também precisa ser outra…
Pára tudo!
Apr 4th
Saber imitar alguém famoso pode parecer tarefa fácil…
Muitos humoristas se dedicam a imitar grandes nomes do meio artístico, tomando até mesmo o nome emprestado, como é o caso do Sílvio (do Pânico – RedeTV!), versão escrachada do Sílvio Santos. Mas, como nesse caso, quando o excesso acontece, o cansaço é inevitável.
Nos últimos tempos a versão “paraguaia” da Luciana Gimenez tem me divertido muito. O jeito de falar, andar, as expressões, trejeitos, micos e burradas são idênticos à da versão original. E não me canso de ver suas reportagens e ler suas idéias no TWÍRER original (ou cover).
Então, traz o shake, produção! E vamos continuar acompanhando o cover mais divertido do momento…
Abafa!
Wish List – n.1
Feb 14th
Uma vez por mês vou ceder aos meus instintos capitalistas, e apresentarei os produtos que comprei ou tenho a intenção de comprar em breve. Claro, os verdadeiros sonhos de consumo nem serão lembrados. Porque, né… Realidade chama.
Mas, vamos lá. Para o mês de fevereiro separei alguns itens que pretendo comprar logo, e que podem servir de ideia caso alguém que esteja lendo precise dar um presente. Vou mostrar em ordem crescente de preço (alguns produtos foram cotados em dólares americanos).
Moleskine Classic – pocket size (com pautas): o caderninho italiano de anotações com cara de antigo é uma boa dica para os criativos de plantão. “Usado há mais de dois séculos por intelectuais e artistas europeus, de Vincent Van Gogh a Pablo Picasso, de Ernest Hemingway a Bruce Chatwin”, pode guardar a arte que você produzir pela rua, faculdade…
- Na Fnac, por R$ 37,80.
San Francisco Giants Fitted Hat: o boné do time californiano de baseball é um dos mais bonitos que já vi. E, como esse tipo de acessório é muito falsificado, a melhor solução é encontrar um bom site que venda produtos originais. Problema: saber seu tamanho e comprar o certo. Mas a internet e as fitas métricas estão aí pra isso: meça seu cabeção, encontre uma tabela de medidas convertidas no Google e seja feliz. O modelo que selecionei tem um “vintage look”.
- Na Football Fanatics, por US$ 21.95 (+ US$ 19.95 de frete)
Ray Ban Wayfarer: apesar de clássico, ainda não tenho o meu. Os óculos escuros preferidos por algumas celebridades. E o sucesso dos 80’s foi relançado em diferentes cores e estilos. Mas, como prefiro os clássicos, vou apostar no preto tradicional. No Brasil, caro demais pra comprar. Recomendo uma boa busca no eBay (pedindo pro vendedor declarar o valor por menos de US$ 50.00, e tentar fugir dos impostos da entrada no Brasil).
- No eBay, variando entre US$ 70 e 150.
Netbook LG X130: Leve, portátil, com Windows 7, é o mais difícil de realizar dos meus desejos. Além de ainda estar em dúvida. Mas o modelo X130 da LG tem todas as melhores configurações: bluetooth integrado, webcam de 1.3 megapixel, wi-fi b/g/n, 1 GB de memória e 160 GB de HD. Pesa pouco mais de 1 kg.
- Na Saraiva, por R$ 1.098,00.
Rápidos e rasteiros
Feb 7th
Quando os publicitários têm que vender algum produto ou ideia, a melhor forma de atingir o objetivo é mexer com a emoção do público alvo. Conquistando a atenção e mobilizando os sentimentos, fica fácil vender celular ou cativar audiência para uma série de televisão.
E, aproveitando uma idéia criada com outras intenções, grandes empresas se aproveitam dos flash mobs para criar grandes eventos que, no mínimo, garantem repercussão. Originalmente organizados por pessoas “comuns” para se juntar em algum lugar público, praticar em conjunto rapidamente um ato inusitado e se dispersar em seguida, deram material para empresas como T-Mobile no Reino Unido e Fox na Itália mudarem a cara da publicidade tradicional.
Embora muita gente não considere os eventos patrocinados como flash mobs, a ideia é a mesma. Atores e dançarinos, misturados entre as pessoas que frequentam um lugar público, se juntam, dançam, cantam e divulgam um produto. A repercussão é tanta que algumas marcas se tornam especialistas nesse tipo de publicidade (como a T-Mobile UK e a companhia aérea TAP).
O primeiro evento do tipo que vi na internet foi o T-Mobile Dance, que rolou na Liverpool Street Station, na Inglaterra, no dia 15 de janeiro de 2009 e divulga a operadora de celular britânica, com o slogan Life’s For Sharing (ou a vida é para compartilhar, numa tradução livre). O video se tornou um dos mais vistos no YouTube na época, e tem diversas variantes (os ensaios dos dançarinos, a reação das pessoas que passavam no momento pela estação e o making of). Depois desse, a operadora organizou outros “flash mobs“.
A companhia aérea portuguesa TAP usou da mesma ideia pra divulgar a empresa no aeroporto internacional de Lisboa no Natal de 2009 (no Brasil, em 2010, promoveu alguma coisa parecida no aeroporto do Galeão, pra comemorar o aniversário da cidade do Rio de Janeiro). Nesse evento em Lisboa, a palavra flash nem faria sentido, uma vez que são mais de 7 minutos de dança e música… Chegando a deixar a coisa extensa:
E, na Itália, a Fox divulga a série americana Glee em um flash mob que aconteceu na Galleria Alberto Sordi, em Roma. Nesse caso, produto e divulgação até combinam, já que a série é uma comédia musical:
E então: qual seu favorito?
Eu não conhecia: The Noisettes
Feb 6th
Decidi estrear a categoria “eu não conhecia” aqui no blog para falar sobre músicas, bandas ou artistas que eu nunca tinha ouvido mas que não necessariamente são lançamento ou novidade. Isso porque eu já passei da idade e do ritmo de estar por dentro do que está chegando como novidade e é legal. Além disso, não quero criar aqui um espaço que trate desse tipo de assunto. Vou contar sobre o que descobri e curti, mesmo que se trate de som “velho”, ou “não tão novo”.
Bom, a inspiração para o primeiro post da categoria foi a banda de indie rock inglesa Noisettes, que ouvi pela primeira vez no fim de 2009 quando, depois de uns bons anos, resolvi ligar de novo minha tv num canal de música (no MTV Hits, hoje VH1 Mega Hits). A televisão sempre me apresentou coisas legais: anos atrás, conheci muitos artistas pela MTV Latino, disponível na também extinta DirecTV, que passou a ser SKY e, atendendo ao monopólio global, tenta nos empurrar goela abaixo um Multishow desmaiado.
Mas, voltando à banda, de acordo com o site oficial, estão em atividade desde 2003, sendo composta pelo guitarrista Dan Smith, pelo baterista Jamie Morrison e pela vocalista e baixista Shingai Shoniwa, a figura que primeiro me chamou a atenção no clipe da música Never Forget You.
Pesquisando por aí, descobri que Never Forget You não é o primeiro hit dos ingleses e que, na verdade, passaram a ser conhecidos pelo fato de uma música do segundo álbum (Wild Young Hearts) estar numa propaganda de carro no Reino Unido. Don’t Upset The Rhythm vendeu vários Mazda Demio e chegou ao segundo lugar da parada britânica.
Quanto aos CDs, no Brasil, só estão disponíveis nas versões americana ou britânica em lojas especializadas.
E, em 2010, a música Io Baci, Tu Baci está no musical Nine, já em cartaz nos cinemas daqui.
Money
Feb 3rd
Acordei com a fatura de um dos meus cartões de crédito (o que mais uso) separada. Ela estava lá, no lugar onde minhas correspondências ficam antes de serem abertas. Me esperando. O envelope lacrado. Gordinho. Páginas de propaganda ou folhas e mais folhas de gastos?
Peguei o envelope na mão. O coração passou a bater no pescoço, na boca. Abri e… AI DEUS DO CÉU!
Desespero!
Calculadora ligada, cálculos preliminares e… Ufa! Não entro no vermelho. Mas também não sobra muito. Quer dizer, não sobra quase nada.
E onde gastei tudo isso?
Passando os olhos pelas despesas, dá pra perceber: nada importante. Gastos não tão grandes que, somados, dão no estrago final.
E agora? Voltar ao planejamento que deixei para trás no fim do ano passado e começo de 2010. Muita coisa ainda precisa ser paga.
Mas, na ponta do lápis, tudo pode dar certo. Assim eu espero… :S
Fica aí uma inspiração, por David Guetta. Get rich or die trying

