Cotidiano
Dia da defesa
Sep 3rd
É assim: você estuda como louco por 2 anos, atura professores doidos, atura professores mal humorados, vai e volta do Jalapão de carro (ou melhor, num Toyota Bandeirante), vai e volta de Ilhéus (dessa vez de avião, ufa), sofre com ausência quase permanente do orientador, faz trabalho de campo sozinho, leva as amostras de terra (nove ao todo) até São Paulo com um motorista mais perdido que você, continua tentando viver, sofre com desilusões amorosas e pessoais, comemora alegrias da vida, acorda cedo todos os dias, trabalha com mapas complicadíssimos que nunca agradam o orientador, fica sem laboratório, organiza o novo laboratório, atura gente sem noção no novo laboratório, escreve umas 90 páginas do que conseguiu produzir e…. enfim, chega o dia!
Lá na frente não tem mais volta. Na platéia, muitas pessoas que você ama. Numa banca à sua frente, seu orientador, ao lado de um professor que participa da primeira banca de mestrado dele. Na outra ponta, um outro professor que já deve estar na milésima banca (e cheio de vontade de te detonar).
Nervoso? *Muito!*
E o que acontece? Cada linha do seu texto é analisado. Como se fosse a prova de um crime destrinchada pela equipe do C.S.I, sua dissertação não sobrevive. Rabiscada, coitada, vai ter que ser refeita. Isso nem é problema. As críticas e acusações doem mais. E, por mais acadêmico que você seja, não tem jeito, alguma coisa você leva pro lado pessoal.
O tempo corre e depois de 3 horas vem o resultado: aprovado. E alguns elogios. Como ter ido além do que era necessário num mestrado. Tarde pra falar isso, né? Agora já sou mestre para a burocracia e só (“só”) falta corrigir os erros apontados.
Nos vemos no doutorado?
P.S: Esse post marca minha volta ao blog. Tentarei publicar sempre. \o/
Money
Feb 3rd
Acordei com a fatura de um dos meus cartões de crédito (o que mais uso) separada. Ela estava lá, no lugar onde minhas correspondências ficam antes de serem abertas. Me esperando. O envelope lacrado. Gordinho. Páginas de propaganda ou folhas e mais folhas de gastos?
Peguei o envelope na mão. O coração passou a bater no pescoço, na boca. Abri e… AI DEUS DO CÉU!
Desespero!
Calculadora ligada, cálculos preliminares e… Ufa! Não entro no vermelho. Mas também não sobra muito. Quer dizer, não sobra quase nada.
E onde gastei tudo isso?
Passando os olhos pelas despesas, dá pra perceber: nada importante. Gastos não tão grandes que, somados, dão no estrago final.
E agora? Voltar ao planejamento que deixei para trás no fim do ano passado e começo de 2010. Muita coisa ainda precisa ser paga.
Mas, na ponta do lápis, tudo pode dar certo. Assim eu espero… :S
Fica aí uma inspiração, por David Guetta. Get rich or die trying
